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Como funciona um SSD?

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Faça uma pesquisa entre os PCs e notebooks vendidos nas lojas brasileiras atualmente: é bem provável que a maioria deles inclua hoje venha com um SSD substituindo um HD ou, ainda, com as duas opções.

Os SSDs podem ser considerados a evolução natural dos HDs. A principal vantagem deles está no tamanho: em um espaço físico menor eles conseguem armazenar mais dados do que um HD. Embora sejam relativamente recentes nas máquinas dos usuários, os primeiros SSDs começaram a aparecer no fim dos anos 2000.

Vamos entender melhor como esses dispositivos funcionam?

Como funciona um SSD?

Diferente dos HDs, cuja leitura das informações é feita de forma mecânica, os SSDs utilizam memórias Flash – as mesmas presentes em pendrives e cartões de memória - para armazenar os dados. Esse tipo de processo torna esses dispositivos mais resistentes, pois não há perda de dados em caso de batidas e movimentos bruscos. Além disso, um SSD não perde os seus dados em razão de interferências magnéticas.

Essa é apenas uma de suas vantagens. Pelas suas características, os SSDs podem alcançar velocidades de leitura e de gravação maiores do que as dos HDs: 250 MB/s na gravação e até 700 MB/s nas operações de leitura. Tudo isso é feito de maneira silenciosa e com um consumo menor de energia – o que é uma vantagem enorme, especialmente para dispositivos portáteis.

®Sandisk

®Sandisk

Porém, eles ainda têm desvantagens – e provavelmente essas são as razões pelas quais eles ainda não substituíram de vez os HDs. O custo por GB de armazenamento ainda é mais alto nos SSDs do que nos HDs. Embora a diferença tenha caído consideravelmente nos últimos anos, para quem utiliza servidores, por exemplo, a diferença de custo pode não compensar a troca.

Hoje, encontramos no mercado SSDs cuja capacidade varia entre 60 GB e 1 TB. Há modelos que podem chegar aos 3 TB de armazenamento, mas eles têm preços proibitivos para a maioria dos usuários – e ainda não compensa a sua aquisição. Por outro lado, HDs com até 4 TB são comuns no mercado e tem preços bem mais em conta.

Vale a pena trocar um HD por um SSD?

A resposta para essa pergunta vai depender muito do uso que será feito na máquina em questão. Por exemplo, para uso no dia a dia, os SSDs levam vantagem sobres os HDs ao permitirem que o usuário acesse com maior agilidade programas e arquivos armazenados na memória.

®Liquid Web

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Enquanto um HD pode levar mais de um minuto para inicializar o Windows, por exemplo, o SSD é capaz de deixar o computador apto para ser utilizado em menos de 20 segundos. Já em se tratando do armazenamento puro e simples dos dados a diferença é menor – e tudo vai depender do uso que será feito. Os HDs são mais baratos e são a melhor escolha para PCs e servidores. Já em notebooks, pela portabilidade, o SSD acaba sendo mais interessante.

O cenário ideal, contudo, é a possibilidade de combinar os dois dispositivos. Utilize o SSD para a execução do sistema operacional e dos aplicativos acessados com maior frequência e o HD para armazenar arquivos, como fotos, vídeos e documentos. Dessa maneira, você explora o melhor das características de cada um.

Como escolher um SSD para o meu computador?

Algumas dicas simples podem fazer com que você escolha o SSD mais interessante para a sua máquina. As diferenças de preço entre modelos similares são grandes, de forma que pesquisar bastante é regra geral antes de comprar um dispositivo como esse.

A primeira coisa a se observar é a capacidade de armazenamento: quanto maior, mais caro será o dispositivo. Contudo, pelas razões que já explicamos acima, trocar um HD por um SSD apenas para armazenamento não trará benefícios práticos para o usuário, de modo que esse é um gasto considerado desnecessário.

O que a maioria dos usuários busca hoje é um SSD com capacidade de armazenamento intermediária – algo entre 128 GB e 512 GB – combinado a um HD de 1 TB ou 2 TB. Dessa forma, é possível conseguir um dispositivo com preço mais acessível sem perder os benefícios que tanto HDs quanto SSDs são capazes de proporcionar.

Depois, observe a velocidade de leitura e gravação do dispositivo. Modelos mais eficientes conseguem atingir taxas mais altas – o que significa acesso mais rápido às informações e gravação de dados em menos tempo.

Por último, observe a compatibilidade do SSD com a máquina na qual ele será instalado. Há modelos de 9 milímetros (mais comuns), compatíveis com notebooks convencionais e modelos de 7 milímetros, utilizados especialmente em ultrabooks.

Essas dicas farão com que você aproveite o máximo que um SSD tem a oferecer, sem que isso resulte em gastos elevados e que não trarão benefícios imediatos para o desempenho das suas máquinas.

Fonte: Liquid Web e Extreme Tech

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